Esta postagem será permanente neste espaço. A cada semana, um resumo pontual do que ocorreu de relevante em tema de Direitos Humanos e afins. Com o registro, não perdemos as referências necessárias, especialmente para conferência ao longo do tempo, ansiando que seja uma janela de belas paragens...porque aqui a exacerbação da violência relacionada à matéria é ignorada de caso bem pensado.
Desejo, com não menos força, que os compromissos pessoais, que dificultam manter um blog em atividade (ufa!), não a transformem num indesejável mensalão...
- O 31º Prêmio Jornalístico Wladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será entregue ao jornalista Ricardo Carvalho por sua reportagem sobre a saga do sertanejo José Aparecido Galdino, que foi considerado louco e internado por ter-se manifestado contrário à represa da Ilha Solteira, um homem humilde, analfabeto e que foi detido como preso político. "Ele saiu às ruas protestando, arrumou um exército de 20 pessoas. Com um chicotinho na mão começou a pregar o não pagamento de imposto. Isso em 1969. Foi imediatamente preso, levado para a auditoria Justiça Militar, e ninguém sabia o que fazer com ele, então decidiram: põe esse louco no manicômio", disse. A Agência Brasil também venceu na categoria Analfabetismo Cultural numa bem realizada reportagem sobre Analfabetismo, a Exclusão das Letras, realizada por Amanda Cieglinski em conjunto com as sucursais do Rio, SP, Curitiba e Manaus. A TV Brasil venceu também por suas reportagens sobre educação de Fábio Feter. O sítio é www.premiovladimirherzog.org.br
- Em razão dos últimos acontecimentos que o Rio de Janeiro viveu no Morro dos Macacos atribuídos em tese a ex-presos traficantes de drogas, instaurou-se um debate sobre o fim da progressão de regime para apenados considerados de “alta periculosidade”. Sob a justificativa de que o "crime rola solto em função da impunidade", não se pode jogar as pessoas em prisões perpétuas por 30 ou 20 anos. "Tem de haver gradação em diferentes delitos e tem de haver progressão de pena, sim, para oferecer ao preso a chance real de mostrar que mudou", asseverou Paulo Vannuchi, Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
- A nova lei da adoção impede que irmãos sejam separados e autoriza os adotados a terem acesso ao seu processo, trazendo ao texto legal uma práxis já observada em razão de sua adequação e respeito à criança e à família, à origem. Prevê ainda a realização de palestras a quem pretende adotar uma criança ou já realizou o ato e institui a guarda provisória. A controvérsia maior gira em torno do prazo máximo para se manter uma criança em abrigo – dois anos. Alguns juristas sustentam que esse prazo é muito pequeno para produzir a reestruturação da família e sua assistência; outros entendem que a proteção do menor justifica o prazo exíguo a fim de buscar novos guardiães. Os números atentam para 80 mil crianças vivendo em abrigos atualmente. A grande dificuldade em tema de adoção é que a maioria dos pretendentes deseja bebês, o que relega esse número a um panorama de difícil solução.

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